O Difícil Papel de Ser Mãe

O Difícil Papel de Ser Mãe

O Difícil Papel de Ser Mãe

O Difícil Papel de Ser Mãe

Ser mãe é um dos papéis mais difíceis que um ser humano escolhe viver quando encarna aqui em nosso planeta, nossa Mãe Terra. Apesar de Ser definido como um papel divino, do ser que ama intensa e incondicionalmente, a mulher que escolhe ser mãe é responsabilizada pelos filhos que dão certo e também por aqueles que apresentam dificuldades maiores na vida. Qual a mãe que nunca ouviu a velha frase: “olha o que seu filho fez?” quando algo dá errado?

Em contrapartida, se o filho é um orgulho para família, ouvimos: “esse é meu filho”. Pais só têm filhos bons e que acertam!!! Concordo que existem mães de todo tipo: as apegadas, possessivas, controladoras, as que se envolvem na vida de seus filhos de forma perniciosa, as que fazem chantagem emocional, que são ausentes, que largam seus filhos, etc, mas, todas, sem exceção, foram escolhidas pelos filhos, que, antes de encarnarem, de acordo com as experiências que precisavam aprender e nenhuma delas concordou em assumir esse papel estafante, sem amor pela criatura que gerou, nem aquelas consideradas “péssimas mães”.

A minha própria experiência, como filha, com mais 3 irmãos, e como mãe de 4 filhos, me respaldam. Li muitos textos de psicologia que colocam as mães como responsáveis pelos erros ou acertos de seus filhos e outros espiritualistas, que as mantêm no altar, sempre como um ser divino, apesar de seus erros como seres humanos que também são. É um papel polêmico, o da mãe.

Eu tenho uma imagem de minha mãe (falecida) muito diferente dos meus irmãos. E me perguntei: A mãe não é a mesma? Então, será ela responsável, como muitas vezes eu também pensei, por nossos erros e acertos? Éramos 4 irmãos e percebi que tínhamos opiniões divergentes e que tivemos, cada um, à sua maneira, cuidados diferentes, da mesma pessoa, nossa mãe.

Hoje, percebo claramente que eu provavelmente teria me desviado do caminho, teria saído pelo mundo sem direção certa e não seria uma pessoa responsável, não criaria vínculos com facilidade, se minha mãe não tivesse as atitudes severas que teve comigo.

Então, agradeço à mãe que tive, responsável sim, pelo ser humano que hoje sou. Meus desacertos são minha única responsabilidade. Cada um dos meus irmãos sentiu-a de forma diferente e tenho a certeza que foi também ela a responsável somente por suas boas qualidades e que os ajudou a cumprirem seus compromissos kármicos.

Meus filhos também têm opiniões totalmente diferentes a meu respeito. Acredito que vejam em mim características que nem imagino, umas boas e outras ruins, mas eu estou certa que dei o melhor de mim para cada um deles, conforme suas necessidades, pois, sentia, com uma certeza que só uma mãe pode entender, como deveria agir com cada um deles.

Então, percebi claramente o difícil papel de mãe!!!  Que lugar é esse tão especial e, ao mesmo tempo, complexo e jamais definido com clareza? Nem a Santíssima Trindade considera o lugar da mãe? Dizemos Pai – Filho – Espírito Santo, e a mãe? Será que nem a espiritualidade nos cede um lugar de honra? Por quê?

“Ser mãe é, acima de tudo, preparar um ser humano para enfrentar a vida terrena e as experiências “que ele escolheu” para seu aprendizado kármico”. Fácil? Para quem? Uma mãe sempre se questiona: Será que estou fazendo o certo para meu filho? Será que sou boa mãe?

E seria muito bom que todas entendessem: “faço e sou exatamente aquilo que me comprometi a ser com este ser humano que está aqui hoje, aos meus cuidados, para este determinado aprendizado”. Isso, com certeza, calaria muitos gritos sufocados no coração de cada mãe, principalmente, daquelas que vêm seus filhos sofrerem. Ninguém pode contestar a importância da mãe junto aos filhos. Mas, precisamos guardar uma certeza: se tivemos ou temos uma mãe super protetora, controladora e exigente, temos que desenvolver nosso poder pessoal. Se ao contrário, nossa mãe nos deixou carente, se mostrou ausente, viemos aprender a desenvolver amor, acolhimento, e nutrição.

Se nossa mãe nos sufocou com mimos e cuidados e quis cuidar de tudo para nós, não sabemos fazer escolha, e nem cuidar daquilo que é nosso. Se ao contrário tivemos uma mãe liberal, que permitia tudo, desenvolver critérios e responsabilidade será o nosso maior desafio. Vejam, quantos papéis,  certamente nada fáceis para elas, se submeteram as mães para que nossa evolução acontecesse. Cada uma delas, austeras, críticas, generosas, presentes, ausentes, dedicadas, indiferentes, amorosas, liberais, protetoras, etc, cumpriu o papel que seu filho pediu que desempenhasse.

E é incontestável o papel da mãe que cuida dos filhos que não são seus.

Será que existe outro ser humano que se submeta a isso? Ser muitas vezes diferente de sua própria essência, somente para ajudar alguém a crescer? Será justo, colocarmos em suas costas algo mais? Será que se pudéssemos perguntar aos irmãos de Jesus como foi para eles, Maria, considerada a mãe de todos os homens, ouviríamos a mesma história de cada um? Sabemos que não. Quem conhece a história, sabe, que Tiago era muito ciumento e sentia-se excluído por ela. Poderíamos dizer então que Maria, nossa mãe também, tratava seu filho de maneira diferente? Claro que não…ela apenas agia do jeito que ele pediu.

Só não enxerga com clareza esse difícil papel, aquele que veio para esse plano aprender a não julgar segundo seus próprios critérios.

Que neste dia sagrado em nosso planeta, possamos nos unir para orar pela Paz, e dirigir pensamentos de amor e gratidão para nossa Mãe Terra, e para todos os seres, que emprestaram seu útero para que viéssemos aqui cumprir nossa missão – nossa mãe!

Vera Godoy

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